Muitas pessoas apertam ou rangem os dentes sem perceber, principalmente durante o sono. Esse comportamento, conhecido como bruxismo, pode provocar desgaste dentário, dor muscular e sobrecarga na articulação da mandíbula (ATM).
Mas, diferente do que muitos imaginam, o bruxismo não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes. Por isso, antes de definir o tratamento mais indicado, é necessário avaliar qual é o padrão de bruxismo apresentado pelo paciente. A placa diagnóstica de bruxismo é um dispositivo que auxilia nessa avaliação e fornece informações importantes para a definição da conduta clínica.
Nesse artigo explico o que é a placa diagnóstica de bruxismo, como ela é confeccionada e de que forma ela auxilia na definição do tratamento.
Bruxismo não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes
Existem diferentes padrões de bruxismo. Em alguns casos predominam movimentos de ranger os dentes (bruxismo excêntrico), enquanto em outros ocorre principalmente apertamento dentário (bruxismo cêntrico). Essa atividade pode acontecer durante o sono ou durante a vigília (quando o paciente está acordado).
Além dessas variações, o bruxismo também pode diferir em intensidade, nos dentes que entram em contato durante os episódios e na forma como os sinais e sintomas se manifestam em cada paciente.
Alguns pacientes apresentam dor de cabeça, especialmente na região das têmporas, dor na musculatura da face, principalmente no músculo masseter, dor nos ombros e pescoço, dor na articulação da mandíbula, zumbido, desgaste dentário, fraturas dentárias recorrentes ou hipersensibilidade dentária.
Em muitos casos, o paciente não percebe o bruxismo, e os sinais acabam sendo identificados apenas durante a avaliação clínica.

O que é a placa diagnóstica de bruxismo
A placa diagnóstica não é a mesma que a placa utilizada para tratamento.
Diferentemente da placa terapêutica, a placa diagnóstica é flexível e apresenta uma espessura fina. Ela não tem finalidade terapêutica, mas sim de avaliação, sendo utilizada para observar o padrão de contato entre os dentes durante os episódios de bruxismo.
Para confeccioná-la, primeiro realizamos o molde da arcada dentária do paciente. A partir desse modelo, a placa é produzida com um material plástico fino e flexível, adaptado à anatomia da arcada.
Depois de pronta, aplicamos na superfície da placa um pigmento específico que funciona como marcador de contato. Durante o uso, esse pigmento vai sendo removido conforme ocorrem os episódios de bruxismo.

Como o paciente utiliza a placa diagnóstica
Normalmente a placa é utilizada por um período de 5 a 7 noites consecutivas, apenas durante o sono, conforme orientação clínica. Durante esse período, o paciente fotografa a placa diariamente e envia as imagens juntamente com o horário em que colocou e retirou o dispositivo.
Com o uso da placa, o pigmento aplicado na superfície vai sendo removido conforme ocorrem os episódios de bruxismo. A forma como esse pigmento é removido permite identificar quais regiões da mordida estão recebendo maior carga, além da direção dos movimentos e da repetição desses contatos ao longo das noites de uso.
Essas informações permitem acompanhar o comportamento do bruxismo e ajudam a identificar o padrão apresentado pelo paciente.

Como a placa diagnóstica ajuda a orientar o tratamento do bruxismo
A partir da compreensão do padrão de bruxismo apresentado pelo paciente, torna-se possível definir qual abordagem terapêutica é mais adequada para cada caso.
Quando o padrão indica maior sobrecarga dentária, por exemplo, o tratamento pode incluir o uso de uma placa terapêutica para proteger os dentes e distribuir melhor as forças durante os episódios de bruxismo. O tipo de placa utilizado também pode variar de acordo com as características de cada paciente e com o padrão de bruxismo identificado.
Em situações em que há maior participação muscular, com sintomas como dor facial, especialmente na região do músculo masseter, além de dor de cabeça ou tensão nas têmporas, outras abordagens voltadas para o controle da atividade muscular podem ser consideradas.
Também existem casos em que dentes específicos recebem carga excessiva durante os episódios de bruxismo, o que pode exigir uma avaliação mais cuidadosa da mordida e possíveis ajustes oclusais.
Além disso, terapias auxiliares podem ser indicadas para ajudar no controle da dor muscular e na recuperação dos tecidos envolvidos.
Dessa forma, as informações obtidas com a placa diagnóstica ajudam a compreender como o bruxismo se manifesta em cada paciente e permitem direcionar o tratamento de forma mais precisa e individualizada.
Saiba como a Clínica Ástre pode ajudar no tratamento do bruxismo
Na Clínica Ástre, o diagnóstico do bruxismo é conduzido de forma cuidadosa e individualizada, utilizando recursos específicos de avaliação, como a placa diagnóstica, que permitem avaliar o comportamento da mordida, da musculatura e da articulação da mandíbula (ATM) em cada paciente.
Se você tem percebido sinais como dor na musculatura da face, dor de cabeça frequente, desgaste ou fraturas dentárias, uma avaliação clínica pode ajudar a compreender a origem desses sintomas e orientar o tratamento mais adequado.
