Sono com menos qualidade e ronco? Pode ser apneia do sono. Agende sua avaliação na Clínica Ástre e veja as possibilidades em tratamento humanizado
Apneia do sono pede um olhar individualizado. Afinal, pode envolver sintomas noturnos, respiração, musculatura e outros sinais que interferem na qualidade de vida. Mas afinal, quando o ronco e a respiração também precisam fazer parte do diagnóstico? Em muitos casos isso é sim necessário, entenda sobre a avaliação e o acompanhamento especializado a seguir!
Ronco, bruxismo e apneia obstrutiva do sono são condições diferentes, mas podem coexistir e, em alguns pacientes, apresentar relações importantes. Por isso, nossa avaliação é personalizada e não se limita aos dentes.
Aqui na Ástre, nós investigamos sinais relacionados ao sono, à respiração, à musculatura e à saúde geral para identificar alterações que possam exigir acompanhamento ou tratamento específico. Entenda como funciona e como pode te ajudar!
A apneia obstrutiva do sono é uma doença caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou completa das vias aéreas durante o sono.
Por exemplo, na apneia hipopneia obstrutiva do sono de grau leve, pode haver redução parcial (de 30% a 50%) do fluxo de ar com uma média de 5 a 14 interrupções ou reduções da respiração por hora de sono, deixando o sono menos qualificado.
Como consequência, esses eventos provocam redução da oxigenação, fragmentação do sono e repetidas ativações do organismo ao longo da noite, muitas vezes sem que o paciente perceba que isso está acontecendo. Um dos principais sinais é o ronco, acompanhado do cansaço, demandando atenção.
É uma condição progressiva que em um estágio avançado existe risco de vida.
O ronco noturno acontece pela vibração dos tecidos da garganta e do céu da boca durante a passagem do ar, enquanto os músculos das vias aéreas superiores relaxam. É um dos sintomas mais comuns da apneia, mas também um dos mais normalizados. Isso porque muita gente convive com o ronco por anos, não sabendo o que pode ocasionar; ou só descobre que ronca porque alguém mais dorme por perto.
E, embora seja frequente, o ronco não deve ser automaticamente tratado como “só um incômodo”. Isso porque a causa por trás dele pode demandar atenção, indo desde o cansaço e a posição ao dormir, até a anatomia da boca e do nariz e a própria apneia mista do sono.
Assim, as consequências podem ser diversas. Por isso, quando intenso, frequente, ou acompanhado de outros sinais como pausas respiratórias percebidas durante o sono, sensação de engasgo, despertares frequentes e cansaço mesmo depois de dormir bastante, pode ser a pista de que existe algo a mais para investigar.
Tem controle e um caminho de como tratar ronco noturno. O primeiro passo é entender de onde vem. Dependendo da causa identificada, o caminho do tratamento para ronco noturno pode envolver desde ajustes simples até o uso de um dispositivo intraoral específico para esse acompanhamento.
Por isso, se o ronco está se tornando um incômodo para você ou para quem você ama, você saiba que não precisa passar por isso e “se acostumar” com o cansaço. Entenda como uma oportunidade de cuidar melhor da sua saúde e do seu sono, e nós podemos te ajudar a entender o que está por trás dele e nesse caminho.
(substitui: O que não faz sentido é conviver anos com o ronco (ou com o incômodo que ele causa em quem dorme ao seu lado) sem nunca ter investigado a causa.)
A apneia costuma ter origem em uma combinação de fatores. Entre os mais reconhecidos estão:
Características anatômicas das vias aéreas superiores (ex: palato, língua e posição da mandíbula);
Excesso de peso, que aumenta a pressão sobre a via aérea durante o sono;
Idade, no qual o risco tende a aumentar com o passar dos anos;
Posição ao dormir, como dormir de barriga para cima pode agravar os episódios em pessoas predispostas;
Histórico familiar;
Uso de álcool ou sedativos antes de dormir, que relaxam ainda mais a musculatura da via aérea.
Como cada caso pode reunir mais de um desses fatores, a investigação individual é crucial para definir a necessidade de tratamento (não baseada na presença isolada de um sintoma) e qual protocolo mais adequado.
A relação entre bruxismo do sono (linkar nova página de bruxismo) e apneia obstrutiva do sono ainda é objeto de investigação científica. Parte da literatura já mapeou uma sequência temporal específica entre os dois eventos. E alguns estudos mostram que episódios de bruxismo tendem a começar poucos segundos depois de um evento respiratório ou do despertar (arousal) associado a ele.
Nesse contexto, uma das teorias é que, em tais casos, o bruxismo funcione como uma espécie de resposta protetora: a atividade muscular projeta a mandíbula para frente, o que pode ajudar a restaurar a passagem de ar pela via aérea.
Essa associação não se repete da mesma forma em todo mundo. Ou seja, nem todo paciente com bruxismo têm apneia, e nem todo paciente com apneia têm bruxismo.
É justamente essa variabilidade que torna o diagnóstico diferencial importante para entender cada caso.
A importância de diagnosticar a apneia vai além do ronco ou do dormir mal. A condição está associada a repercussões cardiovasculares, metabólicas, cognitivas e funcionais — estudos prospectivos mostram, inclusive, uma associação entre maior gravidade da apneia e maior risco cardiovascular.
Além disso, a apneia pode permanecer sem diagnóstico durante anos. Por isso, identificar sinais de um possível distúrbio respiratório durante a avaliação odontológica permite que uma condição ainda desconhecida pelo paciente seja investigada e tratada antes que ocorram repercussões mais importantes sobre a saúde, já que a apneia é progressiva.
A investigação de possíveis alterações do sono e da respiração faz parte do diagnóstico diferencial dos pacientes com bruxismo na Clínica Ástre, seguindo o raciocínio do Método DTC (Diagnóstico, Tratamento e Controle).
Neste método, quando a anamnese e o exame clínico indicam sinais compatíveis com um possível distúrbio respiratório, pode ser indicado o Biologix, exame domiciliar do sono que o próprio paciente realiza em casa.
O objetivo é identificar quando existem sinais suficientes para investigar a apneia, estabelecendo um protocolo de tratamento alinhado às necessidades do paciente.
Não existe uma única rota de tratamento para a apneia. Gravidade do distúrbio, anatomia, sintomas e a resposta de cada paciente é que orientam a conduta, personalizando o protocolo.
Em casos leves e, em pacientes selecionados, moderados, o aparelho intraoral de avanço mandibular (AIO) pode ser indicado, indo desde a fase de adaptação com dispositivos transitórios até o aparelho definitivo.
Durante a evolução, o paciente é acompanhado de perto para observar resposta, conforto e adaptação da musculatura (sessões de gestão muscular) e da ATM. Estudos mostram redução relevante do índice de apneia-hipopneia (apneia hipopneia obstrutiva do sono leve) com aparelhos orais, inclusive em pacientes com apneia moderada.
Em casos que necessitam de CPAP, a terapia com pressão positiva segue como tratamento indicado. Em pacientes selecionados, o aparelho intraoral pode ser usado como alternativa ou de forma combinada, favorecendo conforto e adaptação. O AIO em conjunto com CPAP diminui a titulação do CPAP
O uso de CPAP não exclui a participação do tratamento odontológico, e qualquer mudança na terapia (redução de pressão, troca de modalidade ou suspensão do CPAP) deve ser baseada em reavaliação do sono, definida em conjunto com os profissionais responsáveis.
Dependendo do diagnóstico e da gravidade, o cuidado pode envolver outras especialidades, como cardiologista, otorrinolaringologista, endocrinologista ou médico do sono. Essa integração possibilita uma visão ampla do paciente, o que também faz parte do tratamento na Clínica Ástre.
Melhorar o ronco é um bom sinal, mas não basta para confirmar que a apneia está controlada. Por isso, depois da fase de adaptação e ajustes, a resposta ao tratamento é reavaliada clinicamente e, quando indicado, por um novo exame do sono. O diagnóstico inicial é comparado aos resultados obtidos para confirmar se a rota escolhida está funcionando ou se precisa ser ajustada.
Um paciente pode procurar atendimento porque range os dentes, porque alguém reclama do seu ronco, ou porque acorda cansado sem entender o motivo. Seja qual for a queixa inicial, a investigação da apneia do sono passa também pelo sono e pela respiração — e é isso que permite entender qual é a necessidade de cada caso.
Para alguns, o resultado confirma um quadro concentrado no bruxismo. Para outros, aponta a necessidade de tratar também o sono, com aparelho intraoral, CPAP, tratamento combinado, ou acompanhamento conjunto com outras especialidades.
Na Clínica Ástre, o objetivo é identificar os fatores envolvidos em cada caso, tratar o que está dentro da nossa área de atuação e integrar outros profissionais sempre que o diagnóstico indicar essa necessidade para contribuir com o cuidado do paciente.
Quer entender suas possibilidades? Agende sua avaliação conosco!
Os sintomas mais comuns incluem ronco alto e frequente, pausas na respiração percebidas por outra pessoa, engasgos ou sensação de sufocamento durante a noite, sono não reparador e sonolência excessiva durante o dia. Também podem ocorrer dor de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração, alterações de memória e irritabilidade.
Não. O ronco pode acontecer sem que exista apneia do sono. Porém, quando é frequente, intenso ou acompanhado de pausas na respiração, é importante investigar.
A suspeita pode surgir a partir dos sintomas relatados pela própria pessoa ou observados por quem dorme com ela. Entretanto, somente uma avaliação associada a um exame adequado do sono pode confirmar o diagnóstico. Dependendo do caso, pode ser indicada uma polissonografia ou outro teste de sono.
A apneia não tratada pode prejudicar a qualidade do sono e provocar sonolência, cansaço e dificuldades de concentração durante o dia. Em casos persistentes, também pode estar associada a maior risco de problemas cardiovasculares e metabólicos.
É recomendável buscar avaliação quando há ronco frequente, pausas respiratórias durante o sono, engasgos noturnos, sonolência excessiva durante o dia ou sensação persistente de sono não reparador. A investigação também é importante quando outra pessoa observa alterações na respiração durante a noite, mesmo que o paciente não perceba os episódios.
Em geral, dormir de lado pode ajudar a reduzir os episódios de apneia, pois a posição lateral pode diminuir o colapso das vias aéreas durante o sono. Algumas pessoas também se beneficiam de elevar levemente a parte superior do corpo. No entanto, a posição para dormir não substitui o tratamento indicado para a apneia do sono.
A Clínica Ástre realiza atendimentos particulares e não trabalha com convênios odontológicos. Dependendo do plano, pode haver possibilidade de reembolso de consultas ou procedimentos, conforme a cobertura contratada. Em casos de cobertura, fornecemos a documentação necessária para que o paciente solicite o reembolso junto a operadora.
